BIOPOLÍTICA E VULNERABILIDADE: A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER COMO FENÔMENO ESTRUTURAL
Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar a violência contra a mulher como fenômeno estrutural que transcende a esfera privada e se insere no campo político e social. Parte-se da compreensão de que a vulnerabilidade feminina é produzida e sustentada por dispositivos de poder que naturalizam desigualdades e perpetuam relações de dominação. A violência de gênero é discutida como questão central na gestão da vida, evidenciando como práticas de regulação e exclusão incidem sobre a cidadania das mulheres. A Lei do Feminicídio, sancionada em 2015, é examinada como forma de intervenção biopolítica contemporânea, ao reconhecer juridicamente a especificidade dessa violência e afirmar que a vida feminina não pode ser tratada como descartável. O estudo adota uma abordagem qualitativa, bibliográfica e documental, fundamentada em referenciais clássicos e contemporâneos, como Foucault, Agamben, Saffioti, Scott, Louro, Rago, Greco, Teles e Melo. Conclui-se que o enfrentamento da violência contra a mulher exige não apenas dispositivos legais, mas também políticas públicas preventivas e transformações culturais capazes de assegurar igualdade de gênero. É necessário que Estado e sociedade atuem conjuntamente para deslocar a mulher da condição de vulnerabilidade extrema para uma posição de reconhecimento e proteção integral
##plugins.generic.usageStats.downloads##

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Os autores declaram serem responsáveis pela originalidade, pelo ineditismo e pela atualidade de todo o conteúdo do artigo, mediante a referência completa de todas as fontes consultadas.
Cada autor concede à Revista LexCult permissão para avaliar, normalizar, editar e publicar o artigo submetido, de modo inédito.
Casos de plágio e autoplágio não serão aceitos sob nenhuma hipótese. O autor plagiário será suspenso por 5 (cinco) anos sem publicação na Revista LexCult.
É permitida a cópia, total ou parcial, de artigo publicado na Revista LexCult, desde que informada a fonte (autor e revista), sendo vedado o uso comercial e a produção e distribuição de trabalhos derivados. Caso seja verificada a quebra de exclusividade, a submissão será arquivada e o autor estará suspenso de publicar por 5 (cinco) anos na Revista LexCult, sem prejuízo das ações cíveis/penais previstas em lei.
O autor tem ciência de que:
a) a submissão poderá ser recusada caso o Conselho Editorial da Revista LexCult, responsável pela avaliação e seleção dos artigos, não considere pertinente a publicação, por quaisquer motivos, devidamente fundamentados;
b) os editores reservam-se o direito de modificar o texto da submissão - sem alteração de conteúdo - para normalizá-lo e adaptá-lo às normas de publicação.