MEMÓRIA, TESTEMUNHO E TRAUMA EM TONY TCHEKA

Resumo

Na Guiné-Bissau, país cuja produção poética é uma das menores dentre os PALOP, os rastros de sangue deixados pelo massacre de Pidjiguiti, pela guerra pela independência, pelo “Movimento Reajustador” e pelo conflito armado de 1998-1999 mancham metaforicamente a poesia. No esteio das reflexões que têm sido feitas por diversos pesquisadores das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa em torno da Guerra, neste ensaio, pretendemos analisar a poesia de Tony Tcheka, considerando-a parte da literatura de trauma. Crendo que “não contar perpetua a tirania do que passou” (SELLIGMANN-SILVA, 2000, p. 9), consideramos que a obra poética de Tcheka reflete sobre e reflete a história de seu país, além de funcionar como crítica possível aos sucessivos governos, que se valeram da violência para sua manutenção.

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Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), campus Pinheiral. Doutora em Letras Vernáculas (Literaturas Portuguesa e Africanas), pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2013. Possui Graduação em Letras (Português - Literaturas), pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002); Mestrado em Letras Vernáculas (Literatura Portuguesa), pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2005). Pesquisadora na área de Literaturas, Culturas e Artes Africanas, em especial da produção literária guineense.

Publicado
2018-05-29
Como Citar
BISPO, Érica. MEMÓRIA, TESTEMUNHO E TRAUMA EM TONY TCHEKA. LexCult: revista eletrônica de direito e humanidades, [S.l.], v. 2, n. 1, p. 190-205, maio 2018. ISSN 2594-8261. Disponível em: <http://lexcultccjf.trf2.jus.br/index.php/LexCult/article/view/47>. Acesso em: 05 jul. 2022. doi: https://doi.org/10.30749/2594-8261.v2n1p190-205.